Fim do celibato! Após meses sem escrever uma palavra neste blog resolvi voltar a colocar em atividade a pena da galhofa. Justiça seja feita tem muita gente dando e levando sentença por aí. Cabe ao leitor escolher a minha.
Se a decisão é difícil, o juiz Fausto de Sanctis já tomou a dele. Na última quarta-feira, ordenou a cem agentes da Polícia Federal que entrassem na sede da construtora Camargo Corrêa e prendessem 10 funcionários. A acusação, ou suposição, baseada em grampos telefônicos, é a de caixa 2 e doações ilegais de recursos para parlamentares e partidos políticos.
A juíza Maria Isabel Prado também resolveu bancar a heroína. Condenou a empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, a 94 anos de prisão por crimes fiscais. Exagero ou justiça, ela ficou um dia no xilindró e já foi libertada. O Habeas Corpus foi concedido à empresária e de bonificação a mais outros cinco envolvidos na acusação.
Certa ou errada a justiça parece não ter critério para arbitrar. Além de Sanctis responder processo por desacato a decisões de tribunais superiores, as penas emitidas são no mínimo confusas.
Se a moda é condenar, o costume é não cumprir. Desse jeito, continua tudo na mesma. Mas claro, para mostrar que a justiça não é branda aplicam-se penas como essas, que baseadas em suposições, atrapalham as investigações.
O problema é que os vilões estão todos soltos. Empreiteiras ou empresários, políticos ou traficantes, todos eles respiram o ar da liberdade. Enquanto isso, a “Liga da Justiça”, formada por magistrados corruptos, policiais vendidos e comprados em um estado admissível e complacente com os descasos da sociedade usam as mãos, quando não estão atadas, para auxiliar e até comandar essas operações sem pé nem cabeça.
E o povo espera uma explicação, seja das condenações extravagantes ou da habitual impunidade. A justiça que é feita por justiceiros que se justifique.
domingo, 29 de março de 2009
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