Quem nunca pecou que atire a primeira pedra! Neste caso, um sapato. Santo, ou não, o jornalista iraquiano Muntazer Al-Zaidi até poderia ter refletido, calculado, estudado um pouco mais antes de lançar os sapatos contra Bush, pois a ação, se mostrou falível ao passar alguns milímetros da cabeça do presidente e poupá-lo do “chute” que coroaria o pé na bunda, ou melhor, o pé na cara daquele que deixará a Casa Branca chutado pela opinião pública.
A atitude considerada uma das maiores ofensas dentro da cultura islâmica, é pequena se comparada as atrocidades de Bush. Mesmo assim, o pecador foi e continua sendo perdoado inúmeras vezes. Ao contrário de Al-Zaidi que foi severamente castigado por um crime que não cometeu. O jornalista foi preso, torturado e escreveu uma carta ao premiê de seu país se desculpando pelo gesto.
E pensar que as famílias iraquianas não receberam nem um telegrama daquele que resolveu por motivos ainda obscuros destruir suas vidas. Mas claro, não sejamos injustos. Já que em época de natal a solidariedade é o espírito vigente, Bush trocou os sapatos pelas sandálias da humildade e declarou a poucos dias que não estava preparado para a guerra.
Foi um erro. Definitivamente a “libertação” do Iraque foi uma sapatada criminosa, um tremendo engano. Ou pelos menos uma tentativa. Afinal, a quem os EUA achou que ia enganar com aquele papo de armas nucleares? A verdade é que a busca pelo petróleo fez com que os soldados americanos, heróis das capas “TIME Magazine”, se transformassem em verdadeiros mercenários inconscientes.
Mas que a piedade continue a ser a carta na manga da justiça, manifestada por seus próprios interesses. Soltem Bush, prendam o iraquiano. Despertem, mesmo que aos poucos, ondas de protesto como a em favor de Al-Zaidi e deixem que o povo decida. Enquanto não se atirar os sapatos naqueles que brincam com a humanidade, mas ao mesmo tempo querem fazer parte dela, os erros serão, assim, contínuos. Pois se errar é humano, matar não é, e praticar genocídio muito menos.
domingo, 21 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Vitórias, derrotas e uma comemoração unânime
Saudações ao campeão, meus pêsames aos derrotados. Se a história glorifica os vencedores e infortuna os perdedores, é bem verdade que a alegria de uns é a tristeza de outros.
Começando pelos tricolores. Enquanto o São Paulo comemora o título do terceiro Brasileirão seguido e o hexa campeonato, os gremistas lamentam o vice, se contentam com a vaga na Libertadores e ainda sofrem com a gozação dos colorados, campeões da Sul-americana. Ademais, mérito ou sorte, o tricolor paulista é o campeão, doa a quem doer.
E que dor parece sentir o vascaíno. Depois de cair pra segundona, teve torcedor ameaçando cair até da marquise do estádio, dá pra acreditar? Se não fosse o bombeiro resgatá-lo, o sujeito ia perder a vida, e ainda por cima, perder a chance de ver o time enfrentar o Flamengo na Copa do Brasil do ano que vem. Já correm as más línguas de que o freguês não queria pagar a conta. É muita maldade.
Na Stock Car a novela foi menos dramática. Apesar dos incidentes durante a prova, o derrotado glorificou o vencedor: “Ricardinho mereceu. Ele fez um ótimo campeonato e ganhou mais corridas que qualquer outro. O título está em boas mãos", declarou Marco Gomes sobre o campeão Ricardo Maurício, fazendo valer a primeira parte do ditado: perder com classe, vencer com ousadia. Ousadia essa que Ingo Hoffmann mostrou de sobra. No dia de sua última corrida pela Stock, o alemão saiu do sétimo pro terceiro lugar e apesar da tristeza dos fãs por sua despedida, o consolo de um pódio foi praticamente um “final feliz”.
Aliás, quantos capítulos serão necessários pra determinar o final daquela operação comandada por Daniel Dantas? Parece que o primeiro já foi escrito: acusado de corrupção ativa o banqueiro foi condenado a dez anos de prisão em regime fechado e ao pagamento de multa de R$ 13,42 milhões. Se quem perde a vergonha não tem mais o que perder, Dantas já afirmou que recorrerá em liberdade. Resta saber se o judiciário vai manter a decisão ou se vai usar a borracha pra apagar esse capítulo, já gasta por tantas outras “correções”.
Em meio a tantas derrotas e vitórias, alegrias e tristezas contraditórias, uma das comemorações parece ser unânime: o “Plano Nacional sobre Mudança do Clima” lançado pelo governo na última segunda-feira. Além de contemplar metas para reduzir as emissões de gás carbônico na atmosfera, ele prevê a queda no total da área destruída na Amazônia em até 70% no prazo de dez anos. O objetivo é baixar de 11,9 mil quilômetros quadrados para cinco mil quilômetros quadrados o total da área devastada ano a ano. Ponto para o governo e para o Ministério do Meio Ambiente. Santa Catarina, o Brasil e o mundo agradecem e esperam o resultado para celebrar o que pode significar a alegria de muitos e a tristeza de poucos.
Começando pelos tricolores. Enquanto o São Paulo comemora o título do terceiro Brasileirão seguido e o hexa campeonato, os gremistas lamentam o vice, se contentam com a vaga na Libertadores e ainda sofrem com a gozação dos colorados, campeões da Sul-americana. Ademais, mérito ou sorte, o tricolor paulista é o campeão, doa a quem doer.
E que dor parece sentir o vascaíno. Depois de cair pra segundona, teve torcedor ameaçando cair até da marquise do estádio, dá pra acreditar? Se não fosse o bombeiro resgatá-lo, o sujeito ia perder a vida, e ainda por cima, perder a chance de ver o time enfrentar o Flamengo na Copa do Brasil do ano que vem. Já correm as más línguas de que o freguês não queria pagar a conta. É muita maldade.
Na Stock Car a novela foi menos dramática. Apesar dos incidentes durante a prova, o derrotado glorificou o vencedor: “Ricardinho mereceu. Ele fez um ótimo campeonato e ganhou mais corridas que qualquer outro. O título está em boas mãos", declarou Marco Gomes sobre o campeão Ricardo Maurício, fazendo valer a primeira parte do ditado: perder com classe, vencer com ousadia. Ousadia essa que Ingo Hoffmann mostrou de sobra. No dia de sua última corrida pela Stock, o alemão saiu do sétimo pro terceiro lugar e apesar da tristeza dos fãs por sua despedida, o consolo de um pódio foi praticamente um “final feliz”.
Aliás, quantos capítulos serão necessários pra determinar o final daquela operação comandada por Daniel Dantas? Parece que o primeiro já foi escrito: acusado de corrupção ativa o banqueiro foi condenado a dez anos de prisão em regime fechado e ao pagamento de multa de R$ 13,42 milhões. Se quem perde a vergonha não tem mais o que perder, Dantas já afirmou que recorrerá em liberdade. Resta saber se o judiciário vai manter a decisão ou se vai usar a borracha pra apagar esse capítulo, já gasta por tantas outras “correções”.
Em meio a tantas derrotas e vitórias, alegrias e tristezas contraditórias, uma das comemorações parece ser unânime: o “Plano Nacional sobre Mudança do Clima” lançado pelo governo na última segunda-feira. Além de contemplar metas para reduzir as emissões de gás carbônico na atmosfera, ele prevê a queda no total da área destruída na Amazônia em até 70% no prazo de dez anos. O objetivo é baixar de 11,9 mil quilômetros quadrados para cinco mil quilômetros quadrados o total da área devastada ano a ano. Ponto para o governo e para o Ministério do Meio Ambiente. Santa Catarina, o Brasil e o mundo agradecem e esperam o resultado para celebrar o que pode significar a alegria de muitos e a tristeza de poucos.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Afinal, o Juízo Final
E tome chuva. O fenômeno já explicado pela ciência, previsto pelos meteorologistas, estudado pelos geólogos do universo e sei lá mais quem e de onde, convencem a muitos, mas não a este blogueiro.
Não é o caso que duvide deles, longe disso. Mas fiel que sou – e nessa hora todos serão - enxergo algo mais por trás deste tempo medíocre. Talvez seja culpa do aquecimento global o que vem acontecendo em Santa Catarina, ou em outras regiões deste Brasil, mas por via das dúvidas é melhor contar o que me passa.
É o Apocalipse, ou melhor, o Juízo Final. Chegou a hora. Os seres justos serão salvos, enquanto os ímpios, ou melhor, os não justos, hão de pagar o preço.
Há começar por aquela operação, Satiagraha. Aquela mesmo, do banqueiro Daniel Dantas e do delegado Protógenes Queiroz. A culpa é do banqueiro, mas parece que o delegado também tem que se explicar. Assim, enquanto a justiça daqui não resolve, a de lá, que nessa hora já esta por aqui, vai se preparando para o grande dia.
E que inunde a casa de Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta, os comissários racistas da American Airlines, a Abin, a PF e tantos outros que se cabem na lista divina, na minha também, mas não dá pra citá-los todos.
O problema é que não sei quem é o interlocutor desse troço todo. Se é a mídia, o estado, ou se tem algum advogado cuidando do negócio. O que sei é que as informações não estão chegando corretamente ao ser supremo. Afinal, a chuva vem caindo no mínimo tortuosa de seus objetivos de não atingir justos e sim os não justos.
Resolveu é assolar 42 mil pessoas e colocá-los pra fora de casa. Matou 59 só em Santa Catarina. Suspende-se as aulas, para o fluxo e o poder público nem aí para as ocupações irregulares em encostas de morro e em planícies fluviais.
É fenômeno natural é verdade, mas a postura ao longo dos anos foi de tapar os olhos pra esses problemas. Certo é que quem sofre com isso é o povo enquanto os ‘ímpios’ regozijam no chiqueiro da mordomia.
Mesmo assim, os fiéis continuam a rezar enquanto eles aproveitam um bocado. Se afinal, o Juízo Final, depender do nosso judiciário, estamos lascados, e se o Vasco contar com o fim dos tempos pra escapar da segundona, também.
Não é o caso que duvide deles, longe disso. Mas fiel que sou – e nessa hora todos serão - enxergo algo mais por trás deste tempo medíocre. Talvez seja culpa do aquecimento global o que vem acontecendo em Santa Catarina, ou em outras regiões deste Brasil, mas por via das dúvidas é melhor contar o que me passa.
É o Apocalipse, ou melhor, o Juízo Final. Chegou a hora. Os seres justos serão salvos, enquanto os ímpios, ou melhor, os não justos, hão de pagar o preço.
Há começar por aquela operação, Satiagraha. Aquela mesmo, do banqueiro Daniel Dantas e do delegado Protógenes Queiroz. A culpa é do banqueiro, mas parece que o delegado também tem que se explicar. Assim, enquanto a justiça daqui não resolve, a de lá, que nessa hora já esta por aqui, vai se preparando para o grande dia.
E que inunde a casa de Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta, os comissários racistas da American Airlines, a Abin, a PF e tantos outros que se cabem na lista divina, na minha também, mas não dá pra citá-los todos.
O problema é que não sei quem é o interlocutor desse troço todo. Se é a mídia, o estado, ou se tem algum advogado cuidando do negócio. O que sei é que as informações não estão chegando corretamente ao ser supremo. Afinal, a chuva vem caindo no mínimo tortuosa de seus objetivos de não atingir justos e sim os não justos.
Resolveu é assolar 42 mil pessoas e colocá-los pra fora de casa. Matou 59 só em Santa Catarina. Suspende-se as aulas, para o fluxo e o poder público nem aí para as ocupações irregulares em encostas de morro e em planícies fluviais.
É fenômeno natural é verdade, mas a postura ao longo dos anos foi de tapar os olhos pra esses problemas. Certo é que quem sofre com isso é o povo enquanto os ‘ímpios’ regozijam no chiqueiro da mordomia.
Mesmo assim, os fiéis continuam a rezar enquanto eles aproveitam um bocado. Se afinal, o Juízo Final, depender do nosso judiciário, estamos lascados, e se o Vasco contar com o fim dos tempos pra escapar da segundona, também.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
O Avaí de Guga, o Vila Nova de Túlio e o sonho da ascensão
Quando o Avaí estava na primeira divisão em 1979, Gustavo Kuerten tinha apenas três anos de idade. 29 anos depois, o ex-tenista, tricampeão de Roland Garros e torcedor mais ilustre do Leão, pode comemorar: o clube carimbou o passaporte para a Série A.

Guga foi muito festejado pelos jogadores e torcedores
E ele realmente comemorou. Com o estádio ‘Ressacada’ lotado, aos 29 minutos do segundo tempo, Evando chutou uma bola despretensiosa de fora da área e o goleiro do Brasiliense aceitou. Resultado: 1 a 0, vaga na ‘primeirona’ e festa de Guga e dos avaianos por todo Brasil.
Porém, a noite de terça-feira não foi marcada apenas por comemorações. Em Goiás, no estádio Serra Dourada, o clima era parecido, mas o desfecho foi outro. Quando o gol do Barueri logo no inicio do jogo parecia que ia esfriar o Vila Nova, o Tigre tratou de responder e comandado pelo meio campista Alex Oliveira, chegou ao empate no inicio da segunda etapa.
Daí pra frente a torcida do Vila se animou e tudo indicava que a virada estava por vir. Mas quando Basílio colocou o time paulista na frente novamente, as coisas só pioraram. Túlio apagado na partida até então, teve a chance de aos 20 minutos empatar o jogo em uma cobrança de pênalti. Mas não é que o vereador de Goiânia tratou de isolar a bola por cima do gol?! Resultado: Túlio foi substituído às vaias e a partida terminou com 3 a 2 para o Barueri no placar, complicando a vida do Vila na competição.
Sem seu faro de artilheiro, Túlio Maravilha parece ter perdido um pouco de seu ‘encanto’. Talvez por ter de ficar muito tempo na Câmara dos Vereadores esteja um pouco acomodado. Nunca se sabe. O que se sabe é que o sonho do Vila Nova de subir para a primeira divisão fica mais distante, enquanto o sonho do Avaí e de Guga vira realidade.
Outro sonho ainda em pauta do veterano Túlio são os 1000 gols e uma cadeira no Senado. Foi o que declarou há pouco tempo. Depois desse jogo é bem capaz que Túlio repense sua trajetória profissional. Em contrapartida, se dependesse da torcida do Leão ontem, Guga, que foi ovacionado, poderia se candidatar até à presidência.

Guga foi muito festejado pelos jogadores e torcedores
E ele realmente comemorou. Com o estádio ‘Ressacada’ lotado, aos 29 minutos do segundo tempo, Evando chutou uma bola despretensiosa de fora da área e o goleiro do Brasiliense aceitou. Resultado: 1 a 0, vaga na ‘primeirona’ e festa de Guga e dos avaianos por todo Brasil.
Porém, a noite de terça-feira não foi marcada apenas por comemorações. Em Goiás, no estádio Serra Dourada, o clima era parecido, mas o desfecho foi outro. Quando o gol do Barueri logo no inicio do jogo parecia que ia esfriar o Vila Nova, o Tigre tratou de responder e comandado pelo meio campista Alex Oliveira, chegou ao empate no inicio da segunda etapa.
Daí pra frente a torcida do Vila se animou e tudo indicava que a virada estava por vir. Mas quando Basílio colocou o time paulista na frente novamente, as coisas só pioraram. Túlio apagado na partida até então, teve a chance de aos 20 minutos empatar o jogo em uma cobrança de pênalti. Mas não é que o vereador de Goiânia tratou de isolar a bola por cima do gol?! Resultado: Túlio foi substituído às vaias e a partida terminou com 3 a 2 para o Barueri no placar, complicando a vida do Vila na competição.
Sem seu faro de artilheiro, Túlio Maravilha parece ter perdido um pouco de seu ‘encanto’. Talvez por ter de ficar muito tempo na Câmara dos Vereadores esteja um pouco acomodado. Nunca se sabe. O que se sabe é que o sonho do Vila Nova de subir para a primeira divisão fica mais distante, enquanto o sonho do Avaí e de Guga vira realidade.
Outro sonho ainda em pauta do veterano Túlio são os 1000 gols e uma cadeira no Senado. Foi o que declarou há pouco tempo. Depois desse jogo é bem capaz que Túlio repense sua trajetória profissional. Em contrapartida, se dependesse da torcida do Leão ontem, Guga, que foi ovacionado, poderia se candidatar até à presidência.
domingo, 9 de novembro de 2008
É plantando que se colhe ou é colhendo que se planta?
A fórmula é simples: quem planta alguma coisa, certamente irá colher alguma coisa. Sem dúvida alguma, a semana que passou foi marcada pelas conquistas de quem de uma forma ou de outra, fez por merecer.
Já no domingo, a conquista do título de Lewis Hamilton na Fórmula 1, coroou aquele que ao longo do campeonato foi quem teve o melhor desempenho na competição. Com alguma sorte é verdade, Hamilton ultrapassou Timo Glock a poucas voltas do fim e embora a chuva tenha regado a 'plantação' do brasileiro Felipe Massa, que corria em Interlagos, não foi o suficiente para estragar a comemoração do britânico.
No mesmo dia, o maratonista Marílson Gomes dos Santos completou os 42 km do trajeto da Maratona de Nova York em 2 horas e oito minutos, o que lhe rendeu o primeiro lugar e US$ 130 mil em seu bolso. Vestindo luvas e gorro, o brasileiro lutou contra o frio e contra a imagem herdada em Pequim, quando naquela ocasião, alguns jornalistas criticaram sua decisão de desistir da Maratona. Repetindo o feito de 2006, o fundista mostrou que treinar durante horas e se dedicar exclusivamente ao esporte dá resultado.
Falando em resultado, nada mais justo do que a vitória expressiva de Barack Hussein Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Primeiro presidente negro a ser eleito no país, Obama é a esperança de uma nação e de um mundo que por oito anos aturaram a pertinência atabalhoada de George W. Bush na Casa Branca. Cultivando trajetórias diferentes, a imagem não poderia ser outra: Obama entra com crédito enquanto Bush sai pelos fundos.
E como não falar do Corinthians? Depois de viver um ano na tenebrosa segunda divisão o timão suou a camisa e levantou o caneco, confirmando o já garantido passaporte para a elite do futebol. Festa dos jogadores, do técnico Mano Menezes e de parte da torcida. Isso porque uma porção dos ‘manos’ resolveram protestar contra o fato de terem que ficar um ano inteiro na ‘segundona’ e atiraram pedras contra o ônibus dos campeões. Esses aí realmente são "um bando de loucos", sempre com idéias inovadoras.
Aliás, com novas idéias anda outro corintiano, o presidente Lula. Há 20 anos, quando a constituição Brasileira foi promulgada, o presidente, até então deputado federal, se negou a ir ao Bosque da Constituinte por discordar da constituição. Agora, frente à presidência resolveu aderir a prática. Na quarta-feira foi ao bosque e plantou uma muda de aroeira afirmando que “a constituição é a garantia da democracia”. Se a idéia é plantar para depois colher, essa máxima não funciona com Lula. Ele precisou colher para depois plantar.
Já no domingo, a conquista do título de Lewis Hamilton na Fórmula 1, coroou aquele que ao longo do campeonato foi quem teve o melhor desempenho na competição. Com alguma sorte é verdade, Hamilton ultrapassou Timo Glock a poucas voltas do fim e embora a chuva tenha regado a 'plantação' do brasileiro Felipe Massa, que corria em Interlagos, não foi o suficiente para estragar a comemoração do britânico.
No mesmo dia, o maratonista Marílson Gomes dos Santos completou os 42 km do trajeto da Maratona de Nova York em 2 horas e oito minutos, o que lhe rendeu o primeiro lugar e US$ 130 mil em seu bolso. Vestindo luvas e gorro, o brasileiro lutou contra o frio e contra a imagem herdada em Pequim, quando naquela ocasião, alguns jornalistas criticaram sua decisão de desistir da Maratona. Repetindo o feito de 2006, o fundista mostrou que treinar durante horas e se dedicar exclusivamente ao esporte dá resultado.
Falando em resultado, nada mais justo do que a vitória expressiva de Barack Hussein Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Primeiro presidente negro a ser eleito no país, Obama é a esperança de uma nação e de um mundo que por oito anos aturaram a pertinência atabalhoada de George W. Bush na Casa Branca. Cultivando trajetórias diferentes, a imagem não poderia ser outra: Obama entra com crédito enquanto Bush sai pelos fundos.
E como não falar do Corinthians? Depois de viver um ano na tenebrosa segunda divisão o timão suou a camisa e levantou o caneco, confirmando o já garantido passaporte para a elite do futebol. Festa dos jogadores, do técnico Mano Menezes e de parte da torcida. Isso porque uma porção dos ‘manos’ resolveram protestar contra o fato de terem que ficar um ano inteiro na ‘segundona’ e atiraram pedras contra o ônibus dos campeões. Esses aí realmente são "um bando de loucos", sempre com idéias inovadoras.
Aliás, com novas idéias anda outro corintiano, o presidente Lula. Há 20 anos, quando a constituição Brasileira foi promulgada, o presidente, até então deputado federal, se negou a ir ao Bosque da Constituinte por discordar da constituição. Agora, frente à presidência resolveu aderir a prática. Na quarta-feira foi ao bosque e plantou uma muda de aroeira afirmando que “a constituição é a garantia da democracia”. Se a idéia é plantar para depois colher, essa máxima não funciona com Lula. Ele precisou colher para depois plantar.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
O poder do espetáculo das 4 rodas
O sonho de consumo de carros estimados e de mulheres atraentes, faz com que se tenha motivos de sobra para visitar o salão do automóvel. Para prender ainda mais a atenção do público, a 25ª edição do evento, oferece um espetáculo em imagens expressivas, recheadas de interatividade e shows dos mais diversos.
Um dos mais movimentados, o estande da Fiat, conta com joguinhos e simuladores de corridas que fazem com que o público forme fila para testá-los. O grande destaque do estande, o simulador Blue&Me Nav, do Fiat Línea, proporciona uma espécie de ‘test-drive virtual’. Nele, os motoristas são guiados pelo navegador por um determinado percurso e entram em um ranking de performance.
Com menos pessoas, mas também apostando na interatividade, o espaço da Petrobrás conta com videogames e simuladores. Mais destinado as crianças, um simulador baseado no videogame Nintendo-i oferece a oportunidade de pilotar seu carro e ainda concorrer a brindes e produtos, já que os 50 primeiros do ranking levam kits para sua casa. Se durante o salão as pessoas se deparam com carros que possuem preços exorbitantes, o estande oferece a oportunidade de ter um gostinho de pilotar máquinas possantes.
Outra alternativa para chamar a atenção do público são os shows. Estandes como o da Renault e da Toyota, procuram encantar a platéia com muita música e apresentações de dançarinos.
Mas a grande campeã em entretenimento, interatividade e diversificação, é mesmo a Volkswagen. Como um parque de diversões, a animação é o clima que guia o ritmo da montadora. Além de músicas, shows e joguinhos dos mais diversos, há um medidor de força que deixa claro o público-alvo do local: os homens. Ainda assim, quem rouba a cena do espetáculo é um simpático robozinho que agrada desde crianças até os adultos. Projetado pela própria Volkswagen e desenhado pela Volks e Jessa, o robô é praticamente uma celebridade. Ao som da música ‘Exttravasa’ de Cláudia Leite, parodiada pela montadora, ele cativa as pessoas, que formam uma roda para acompanhá-lo. Em seguida, músicos caracterizados entram em ação e um estrondo chama a atenção para um palco que se abre, onde se localiza um ‘Rapper’ ao lado de um carro da Volks.

Mulher interage com o robô no estande da Volks
Símbolo do espetáculo, o robozinho, ainda sem nome – você pode votar entre Giga, Happy e Waguinho –, será ‘batizado’ em breve. Se depender do entusiasmo das montadoras do salão, o nome ‘Happy’ já ganhou.
Um dos mais movimentados, o estande da Fiat, conta com joguinhos e simuladores de corridas que fazem com que o público forme fila para testá-los. O grande destaque do estande, o simulador Blue&Me Nav, do Fiat Línea, proporciona uma espécie de ‘test-drive virtual’. Nele, os motoristas são guiados pelo navegador por um determinado percurso e entram em um ranking de performance.
Com menos pessoas, mas também apostando na interatividade, o espaço da Petrobrás conta com videogames e simuladores. Mais destinado as crianças, um simulador baseado no videogame Nintendo-i oferece a oportunidade de pilotar seu carro e ainda concorrer a brindes e produtos, já que os 50 primeiros do ranking levam kits para sua casa. Se durante o salão as pessoas se deparam com carros que possuem preços exorbitantes, o estande oferece a oportunidade de ter um gostinho de pilotar máquinas possantes.
Outra alternativa para chamar a atenção do público são os shows. Estandes como o da Renault e da Toyota, procuram encantar a platéia com muita música e apresentações de dançarinos.
Mas a grande campeã em entretenimento, interatividade e diversificação, é mesmo a Volkswagen. Como um parque de diversões, a animação é o clima que guia o ritmo da montadora. Além de músicas, shows e joguinhos dos mais diversos, há um medidor de força que deixa claro o público-alvo do local: os homens. Ainda assim, quem rouba a cena do espetáculo é um simpático robozinho que agrada desde crianças até os adultos. Projetado pela própria Volkswagen e desenhado pela Volks e Jessa, o robô é praticamente uma celebridade. Ao som da música ‘Exttravasa’ de Cláudia Leite, parodiada pela montadora, ele cativa as pessoas, que formam uma roda para acompanhá-lo. Em seguida, músicos caracterizados entram em ação e um estrondo chama a atenção para um palco que se abre, onde se localiza um ‘Rapper’ ao lado de um carro da Volks.

Mulher interage com o robô no estande da Volks
Símbolo do espetáculo, o robozinho, ainda sem nome – você pode votar entre Giga, Happy e Waguinho –, será ‘batizado’ em breve. Se depender do entusiasmo das montadoras do salão, o nome ‘Happy’ já ganhou.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Vitória de Obama: sonho de uma nova era
‘I have a dream’ – Eu tenho um sonho. O famoso discurso de Martin Luther King, feito durante a ‘marcha pelo emprego e pela liberdade’, em 1963, dizia sobre um sonho em que um dia seria possível celebrar o verdadeiro significado de uma nação: que os homens são criados iguais.
O discurso proclamado por King e o sentimento de uma nova era ganha ênfase, 45 anos depois, com a vitória eleitoral de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Muito festejado no país, várias pessoas saíram às ruas para comemorar o que representa um marco na história mundial: Obama é o primeiro presidente negro dos EUA.
O discurso proclamado por King e o sentimento de uma nova era ganha ênfase, 45 anos depois, com a vitória eleitoral de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Muito festejado no país, várias pessoas saíram às ruas para comemorar o que representa um marco na história mundial: Obama é o primeiro presidente negro dos EUA.
Interessante é ver que um sentimento de comoção tomou parte da nação norte-americana. Negros, brancos, judeus, muçulmanos, tem a esperança de que o sonho do pastor Martin Luther King possa virar realidade.
Não só comemorado nos EUA, como em grande parte do mundo, diversos países tiveram mobilizações e comemorações pelo resultado, demonstrando uma necessidade de mudança no panorama global, seja ela política ou econômica.
Depois de viver oito anos de um conturbado governo Bush, do qual guerras, críticas e uma depressão econômica culminaram para desaprovação da política vigente, os americanos se sentem renovados com a vitória de Obama. O partido democrata teve uma vitória esmagadora sobre os republicanos, elegendo também a maior parte dos senadores e da câmara.
É a vitória de um presidente unificador. Filho de mãe branca, pai negro e enteado de um asiático, Barack Obama chegou a afirmar no programa de Oprah que jantares em sua casa lembram uma “mini-ONU”. Porém, não é só em sua casa que se vê uma possível união. Essa democracia – pelo menos por um dia - parece ter tomado conta de americanos, europeus, asiáticos e africanos de um modo em geral. Foi emocionante ver que as pessoas ainda podem se unir para atingir um objetivo comum. Ainda lutam por um país e um mundo melhor.
‘Oportunidade, liberdade e igualdade’, é um dos lemas de uma nação que vem sendo vista como o símbolo da opressão. Não vai ser fácil mudar essa visão, arregaçar as mangas e colocar uma economia despedaçada em seu devido lugar. Mas se depender do lema norte-americano e do discurso de Obama ‘Yes, we can’ – Sim, nós podemos - o sonho de King pode se tornar realidade.
Não só comemorado nos EUA, como em grande parte do mundo, diversos países tiveram mobilizações e comemorações pelo resultado, demonstrando uma necessidade de mudança no panorama global, seja ela política ou econômica.
Depois de viver oito anos de um conturbado governo Bush, do qual guerras, críticas e uma depressão econômica culminaram para desaprovação da política vigente, os americanos se sentem renovados com a vitória de Obama. O partido democrata teve uma vitória esmagadora sobre os republicanos, elegendo também a maior parte dos senadores e da câmara.
É a vitória de um presidente unificador. Filho de mãe branca, pai negro e enteado de um asiático, Barack Obama chegou a afirmar no programa de Oprah que jantares em sua casa lembram uma “mini-ONU”. Porém, não é só em sua casa que se vê uma possível união. Essa democracia – pelo menos por um dia - parece ter tomado conta de americanos, europeus, asiáticos e africanos de um modo em geral. Foi emocionante ver que as pessoas ainda podem se unir para atingir um objetivo comum. Ainda lutam por um país e um mundo melhor.
‘Oportunidade, liberdade e igualdade’, é um dos lemas de uma nação que vem sendo vista como o símbolo da opressão. Não vai ser fácil mudar essa visão, arregaçar as mangas e colocar uma economia despedaçada em seu devido lugar. Mas se depender do lema norte-americano e do discurso de Obama ‘Yes, we can’ – Sim, nós podemos - o sonho de King pode se tornar realidade.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Fazendo piada
Sempre me aconselharam a começar um discurso – nesse caso um texto, ou post - fazendo uma boa piada. A não ser é claro se for um discurso sobre muçulmanos, aí é melhor tomar cuidado.
Exemplo de piadista suicida é o cartunista dinamarquês Kurt Westergaard, que resolveu fazer uma caricatura de Maomé com uma bomba na cabeça. Depois disso teve de viver sob proteção policial, pois a brincadeira desencadeou em planos para matá-lo, sem contar os protestos e mortes em diversos países. Com um senso de humor ‘aguçado’, Westergaard não sentiu muita graça quando tentaram arquitetar seu assassinato, chegando a declarar que sentiu ira e indignação por ter sido usado para “semear tanta loucura”. Só que ele se esqueceu de dizer o quanto devem ter ficado indignados os Islâmicos, ao verem a imagem do profeta Maomé com uma bomba na cabeça. Definitivamente esse tipo de 'piada', é no mínimo perigoso.
Aliás, fazer piada dos outros é complicado. Ou você faz piada de alguém mais fraco que você, ou já fica pronto para apanhar. Afinal, ninguém vê um aluno sofrer bullying medindo dois metros de altura. Outra alternativa é fazer piada sobre si mesmo. O problema é que conforme as piadas forem sendo feitas, outros vão se achar engraçados também e no direito de te chamarem do que for.
O melhor piadista é sempre aquele garotinho com 10 anos de idade, que você chama para contar uma piada por que sabe que se você fizer não vai ser tão engraçada. Dependendo do que ele falar, se fosse você o piadista, poderia até ser preso por assédio sexual a secretária que nem tem. Portanto é bom tentar ser engraçado, mas com uma dose de compaixão a vida.
Também não vá chegar ao extremo de querer fazer piada a todo custo mesmo sendo um integrante do ‘Zorra Total’. Tem gente que chega ao estágio de invadir uma roda de amigos pra contar a piada do ‘não nem eu’, grande clássico de coisas sem graça. Tenha em mente que piada só é boa quando as pessoas riem dela, por isso comece a treinar com sua hiena – clássico das piadas sem graça.
Falando sério, propicie a risada, mas tome cuidado. Já dizia o ditado: quem ri por último ri melhor.
Exemplo de piadista suicida é o cartunista dinamarquês Kurt Westergaard, que resolveu fazer uma caricatura de Maomé com uma bomba na cabeça. Depois disso teve de viver sob proteção policial, pois a brincadeira desencadeou em planos para matá-lo, sem contar os protestos e mortes em diversos países. Com um senso de humor ‘aguçado’, Westergaard não sentiu muita graça quando tentaram arquitetar seu assassinato, chegando a declarar que sentiu ira e indignação por ter sido usado para “semear tanta loucura”. Só que ele se esqueceu de dizer o quanto devem ter ficado indignados os Islâmicos, ao verem a imagem do profeta Maomé com uma bomba na cabeça. Definitivamente esse tipo de 'piada', é no mínimo perigoso.
Aliás, fazer piada dos outros é complicado. Ou você faz piada de alguém mais fraco que você, ou já fica pronto para apanhar. Afinal, ninguém vê um aluno sofrer bullying medindo dois metros de altura. Outra alternativa é fazer piada sobre si mesmo. O problema é que conforme as piadas forem sendo feitas, outros vão se achar engraçados também e no direito de te chamarem do que for.
O melhor piadista é sempre aquele garotinho com 10 anos de idade, que você chama para contar uma piada por que sabe que se você fizer não vai ser tão engraçada. Dependendo do que ele falar, se fosse você o piadista, poderia até ser preso por assédio sexual a secretária que nem tem. Portanto é bom tentar ser engraçado, mas com uma dose de compaixão a vida.
Também não vá chegar ao extremo de querer fazer piada a todo custo mesmo sendo um integrante do ‘Zorra Total’. Tem gente que chega ao estágio de invadir uma roda de amigos pra contar a piada do ‘não nem eu’, grande clássico de coisas sem graça. Tenha em mente que piada só é boa quando as pessoas riem dela, por isso comece a treinar com sua hiena – clássico das piadas sem graça.
Falando sério, propicie a risada, mas tome cuidado. Já dizia o ditado: quem ri por último ri melhor.
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