domingo, 9 de novembro de 2008

É plantando que se colhe ou é colhendo que se planta?

A fórmula é simples: quem planta alguma coisa, certamente irá colher alguma coisa. Sem dúvida alguma, a semana que passou foi marcada pelas conquistas de quem de uma forma ou de outra, fez por merecer.

Já no domingo, a conquista do título de Lewis Hamilton na Fórmula 1, coroou aquele que ao longo do campeonato foi quem teve o melhor desempenho na competição. Com alguma sorte é verdade, Hamilton ultrapassou Timo Glock a poucas voltas do fim e embora a chuva tenha regado a 'plantação' do brasileiro Felipe Massa, que corria em Interlagos, não foi o suficiente para estragar a comemoração do britânico.

No mesmo dia, o maratonista Marílson Gomes dos Santos completou os 42 km do trajeto da Maratona de Nova York em 2 horas e oito minutos, o que lhe rendeu o primeiro lugar e US$ 130 mil em seu bolso. Vestindo luvas e gorro, o brasileiro lutou contra o frio e contra a imagem herdada em Pequim, quando naquela ocasião, alguns jornalistas criticaram sua decisão de desistir da Maratona. Repetindo o feito de 2006, o fundista mostrou que treinar durante horas e se dedicar exclusivamente ao esporte dá resultado.

Falando em resultado, nada mais justo do que a vitória expressiva de Barack Hussein Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Primeiro presidente negro a ser eleito no país, Obama é a esperança de uma nação e de um mundo que por oito anos aturaram a pertinência atabalhoada de George W. Bush na Casa Branca. Cultivando trajetórias diferentes, a imagem não poderia ser outra: Obama entra com crédito enquanto Bush sai pelos fundos.

E como não falar do Corinthians? Depois de viver um ano na tenebrosa segunda divisão o timão suou a camisa e levantou o caneco, confirmando o já garantido passaporte para a elite do futebol. Festa dos jogadores, do técnico Mano Menezes e de parte da torcida. Isso porque uma porção dos ‘manos’ resolveram protestar contra o fato de terem que ficar um ano inteiro na ‘segundona’ e atiraram pedras contra o ônibus dos campeões. Esses aí realmente são "um bando de loucos", sempre com idéias inovadoras.

Aliás, com novas idéias anda outro corintiano, o presidente Lula. Há 20 anos, quando a constituição Brasileira foi promulgada, o presidente, até então deputado federal, se negou a ir ao Bosque da Constituinte por discordar da constituição. Agora, frente à presidência resolveu aderir a prática. Na quarta-feira foi ao bosque e plantou uma muda de aroeira afirmando que “a constituição é a garantia da democracia”. Se a idéia é plantar para depois colher, essa máxima não funciona com Lula. Ele precisou colher para depois plantar.

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