sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Chegou a nossa hora...

“Chegou a nossa hora” já diria o presidente, as Olimpíadas são aqui! O mundo está de olho no Brasil e eu também. Olhos abertos, boca fechada. Essa é a exigência para quem quiser tirar o passaporte verde e amarelo. No pódio um mandatário. Na platéia 1 minuto de silêncio. Tudo depende do tempo do discurso. Dos acordos e das promessas as populações ribeirinhas. É que já dizia um velho ditado: quando um burro fala o outro abaixa a orelha.

Mas não precisava ser assim. Não precisavam, por exemplo, ter cancelado o ENEM. Não precisava nem existir esse exame. Ora pois, o Brasil nunca passou no teste, quanto mais na prova. Foi a fraude dos babacas! O ministro da educação Fernando Haddad anunciou para quem quisesse ouvir que o Exame Nacional do Ensino Médio havia sido cancelado por suspeita de fraude. Sim, suspeita. Até porque no Brasil não existe certeza. Tudo ainda há de ser julgado. Avaliado, ponderado, estudado. O engraçado é que somos estudantes sem educação.
Fundamentais sem fundamental, colegiais sem Enem, universitários sem universidades. Públicas e privadas. A verdade é que as bundas sentam na mesma merda. E se acomodam.

Nas Universidades, brigam-se por feriados. Clamam-se por festas e por cruzeiros. A juventude de hoje está preocupada com a saia daquela que foi hostilizada em plena faculdade, mas se lixa pra saia justa da injustiça social... Aonde estão os angustiados, progressivos, revolucionários? Não se tem garra, não se tem sangue nas veias! O que falta é opinião. O que sobra Cara-Pálida é omissão.

A melhor passagem do hino brasileiro fala de luta, de erguer a clava forte. Mas a pira do povo é a tocha, é a festa. Até 2016 muitas águas vão rolar, mas o cartão postal do Rio desde muito tempo não nos recebe de braços abertos. Recebe a balas. A guerra no Morro dos Macacos é só mais um capítulo da falta de segurança pública no país. Mas a falta de segurança é ao mesmo tempo falta de emprego e de educação. Falta de oportunidade. Façamos um esforço. Para que o americano se sinta latino proporemos uma trégua. Na época das olimpíadas estenderemos as mãos a pobreza, ao esporte e porque não a uma pistola 42. Afinal, se todos dermos as mãos quem de nós sacará a arma?

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