domingo, 21 de dezembro de 2008

A sapatada de Bush

Quem nunca pecou que atire a primeira pedra! Neste caso, um sapato. Santo, ou não, o jornalista iraquiano Muntazer Al-Zaidi até poderia ter refletido, calculado, estudado um pouco mais antes de lançar os sapatos contra Bush, pois a ação, se mostrou falível ao passar alguns milímetros da cabeça do presidente e poupá-lo do “chute” que coroaria o pé na bunda, ou melhor, o pé na cara daquele que deixará a Casa Branca chutado pela opinião pública.

A atitude considerada uma das maiores ofensas dentro da cultura islâmica, é pequena se comparada as atrocidades de Bush. Mesmo assim, o pecador foi e continua sendo perdoado inúmeras vezes. Ao contrário de Al-Zaidi que foi severamente castigado por um crime que não cometeu. O jornalista foi preso, torturado e escreveu uma carta ao premiê de seu país se desculpando pelo gesto.

E pensar que as famílias iraquianas não receberam nem um telegrama daquele que resolveu por motivos ainda obscuros destruir suas vidas. Mas claro, não sejamos injustos. Já que em época de natal a solidariedade é o espírito vigente, Bush trocou os sapatos pelas sandálias da humildade e declarou a poucos dias que não estava preparado para a guerra.

Foi um erro. Definitivamente a “libertação” do Iraque foi uma sapatada criminosa, um tremendo engano. Ou pelos menos uma tentativa. Afinal, a quem os EUA achou que ia enganar com aquele papo de armas nucleares? A verdade é que a busca pelo petróleo fez com que os soldados americanos, heróis das capas “TIME Magazine”, se transformassem em verdadeiros mercenários inconscientes.

Mas que a piedade continue a ser a carta na manga da justiça, manifestada por seus próprios interesses. Soltem Bush, prendam o iraquiano. Despertem, mesmo que aos poucos, ondas de protesto como a em favor de Al-Zaidi e deixem que o povo decida. Enquanto não se atirar os sapatos naqueles que brincam com a humanidade, mas ao mesmo tempo querem fazer parte dela, os erros serão, assim, contínuos. Pois se errar é humano, matar não é, e praticar genocídio muito menos.

Nenhum comentário: