Saudações ao campeão, meus pêsames aos derrotados. Se a história glorifica os vencedores e infortuna os perdedores, é bem verdade que a alegria de uns é a tristeza de outros.
Começando pelos tricolores. Enquanto o São Paulo comemora o título do terceiro Brasileirão seguido e o hexa campeonato, os gremistas lamentam o vice, se contentam com a vaga na Libertadores e ainda sofrem com a gozação dos colorados, campeões da Sul-americana. Ademais, mérito ou sorte, o tricolor paulista é o campeão, doa a quem doer.
E que dor parece sentir o vascaíno. Depois de cair pra segundona, teve torcedor ameaçando cair até da marquise do estádio, dá pra acreditar? Se não fosse o bombeiro resgatá-lo, o sujeito ia perder a vida, e ainda por cima, perder a chance de ver o time enfrentar o Flamengo na Copa do Brasil do ano que vem. Já correm as más línguas de que o freguês não queria pagar a conta. É muita maldade.
Na Stock Car a novela foi menos dramática. Apesar dos incidentes durante a prova, o derrotado glorificou o vencedor: “Ricardinho mereceu. Ele fez um ótimo campeonato e ganhou mais corridas que qualquer outro. O título está em boas mãos", declarou Marco Gomes sobre o campeão Ricardo Maurício, fazendo valer a primeira parte do ditado: perder com classe, vencer com ousadia. Ousadia essa que Ingo Hoffmann mostrou de sobra. No dia de sua última corrida pela Stock, o alemão saiu do sétimo pro terceiro lugar e apesar da tristeza dos fãs por sua despedida, o consolo de um pódio foi praticamente um “final feliz”.
Aliás, quantos capítulos serão necessários pra determinar o final daquela operação comandada por Daniel Dantas? Parece que o primeiro já foi escrito: acusado de corrupção ativa o banqueiro foi condenado a dez anos de prisão em regime fechado e ao pagamento de multa de R$ 13,42 milhões. Se quem perde a vergonha não tem mais o que perder, Dantas já afirmou que recorrerá em liberdade. Resta saber se o judiciário vai manter a decisão ou se vai usar a borracha pra apagar esse capítulo, já gasta por tantas outras “correções”.
Em meio a tantas derrotas e vitórias, alegrias e tristezas contraditórias, uma das comemorações parece ser unânime: o “Plano Nacional sobre Mudança do Clima” lançado pelo governo na última segunda-feira. Além de contemplar metas para reduzir as emissões de gás carbônico na atmosfera, ele prevê a queda no total da área destruída na Amazônia em até 70% no prazo de dez anos. O objetivo é baixar de 11,9 mil quilômetros quadrados para cinco mil quilômetros quadrados o total da área devastada ano a ano. Ponto para o governo e para o Ministério do Meio Ambiente. Santa Catarina, o Brasil e o mundo agradecem e esperam o resultado para celebrar o que pode significar a alegria de muitos e a tristeza de poucos.
domingo, 7 de dezembro de 2008
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